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A primeira boiada – Por Serafim Derenzi

Vista de Vitória, 1860 - Foto: Victor Frond

Foi de festa o dia 22 de julho de 1820, quando o mineiro Antônio Alexandre Eloy de Carvalho, chegou, com a primeira boiada, ao porto de Itacibá. Marcava o término da construção e o início do comércio entre as duas Capitanias limítrofes. Mas Vitória não tinha consumo de carne, que justificasse a caminhada de rebanhos mineiros, e a importação de sal, para Mariana e Vila Rica, não atingia ao volume necessário à manutenção de tropas regulares e de lotes de burro, a trilharem as perigosas léguas do percurso. As condições econômicas e comerciais de Minas e Espírito Santo não alimentaram o tráfego da estrada. As despesas de fiscalização pesavam e o Visconde de Alcântara, em 9 de março de 1831, oficiou ao Presidente Gabriel Getúlio de Mendonça, alegando que as três boiadas, que por lá transitaram até então, não justificavam o custeio dos quartéis. E por economia se abandonou a estrada, fintando a boa fé dos colonos, que se internaram, fiados nos favores fiscais, concedidos aos lavradores tributários da Estrada.

Foi útil, contudo, ao povoamento do sertão. Possibilitou a penetração do homem pelas cabeceiras do Santa Maria e do Braço Norte do Jucu.

Rubim compreendeu a fatalidade da interiorização da capitania. Era preciso construir estradas. Dar transporte para atrair colonos. Ligou o povoado de Viana à estrada de Vila Rica, construiu a ligação Piuma-ltapemirim, prolongando-o até a Fazenda Cachoeira Alegre. Organizou a "Companhia de Navegação do Rio Doce", cujos frutos temporões amadureceram tardiamente, nascidos de árvore pobre. A capacidade de Francisco Alberto Rubim excedia em muito aos recursos da Capitania e ao interesse teórico da Metrópole. Monarquista convicto, festejou com pompa, nove dias de luminárias, Te Deum e festa de igreja, a elevação do Brasil a Reino, em 16 de dezembro de 1815. Transferido para governar o Ceará, comenta Cezar Marques: "embora considerado arbitrário e déspota, por alguns atos cometidos, mas força é confessar que foi ele o que mais trabalhou".

 

Fonte: Biografia de uma ilha, 1965
Autor: Luiz Serafim Derenzi
Compilação: Walter de Aguiar Filho, março/2017

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