Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

Insurreição de Queimado

Igreja de Queimado, na Serra - ES

O professor Estilaque Ferreira, que se doutorou na Universidade de São Paulo (USP) e é professor de História do Brasil na Ufes, estuda Afonso Cláudio há dois anos. Há alguns anos descobriu um manuscrito inédito de 350 páginas do governador e historiador. "Se sabemos da existência do Quilombo de Queimados e da luta dos escravos é graças a Afonso Cláudio. Foi ele ainda quem descobriu que Domingos José Martins era capixaba", assinala o professor.

Afonso Cláudio foi estudar Direito em Recife, tornando-se abolicionista. De volta ao Espírito Santo, foi trabalhar no jornal "A Província do Espírito Santo", de Muniz Freire e Cleto Nunes. Estudou a história dos negros no Estado, particularmente a revolta do Quilombo de Queimados, na Serra.

A Insurreição do Queimado, escrito em 1884, é o mais esclarecedor documento sobre a revolta ocorrida na Serra, de autoria de Afonso Cláudio.

A Insurreição do Queimado aconteceu no município de Serra, em 1849. Vários escravos se rebelaram para cobrar uma promessa feita por Frei Gregório José Maria de Bene. Na época, o missionário italiano desejou construir uma grande igreja na região de Queimado, município de Serra. Para isso, Gregório convenceu os escravos a trabalhar na obra com a promessa que todos seriam alforriados.

Como o prometido não foi cumprido, durante cinco dias, liderados por Elisiário, os revoltosos percorreram as fazendas obrigando alguns donos de escravos a assinar cartas de alforria. O movimento foi contido pela polícia da província. Os rebelados foram presos e julgados, cinco deles foram condenados à morte.

Um milagre salvou o líder da insurreição. Elisiário escapou da cadeia, depois que a cela foi esquecida aberta. Os negros atribuíram o acontecimento a Nossa Senhora da Penha. Elisiário refugiou-se nas matas do Morro do Mestre Álvaro e nunca mais foi recapturado.

A insurreição foi o maior movimento em favor da liberdade registrado no Estado, que travaram uma batalha que culminou com centenas de mortos.

 

Fontes: Estação Capixaba, Século Diário e outros, 2001



GALERIA:

📷
📷


História do ES

Ano de 1822 – Por Basílio Daemon

Ano de 1822 – Por Basílio Daemon

Colocou-se em frente a Palácio, onde o escriturário de Fazenda Carlos Augusto Nogueira da Gama leu em voz alta, ao povo e soldados, a proclamação feita por D. Pedro I

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Duarte de Lemos, homem providencial

Duarte de Lemos rumou para o Espírito Santo com seus “criados e outras pessoas que por seu respeito vieram com ele”

Ver Artigo
Preparativos de viagem do donatário Vasco Fernandes Coutinho

Em Portugal preparava a viagem para o senhorio que lhe coubera “pera todo sempre”, segundo rezava a carta

Ver Artigo
Viajantes Estrangeiros no ES - Auguste de Saint-Hilaire

Augustin François César Prouvencial, segundo o nome de batismo, ou Auguste de Saint-Hilaire,

Ver Artigo
A Colonização do solo Espírito-Santense - Por: Yvone Amorim

Vasco Fernandes Coutinho faleceu a 16 de janeiro de 1561, em Vila Velha, onde residia. Acreditamos, em um futuro bem próximo, que se possa resgatar a importância da figura do donatário, como a melhor forma de cultivar a sua memória

Ver Artigo
Visita do Imperador ao ES – 1860

SS. MM. desembarcavam ao meio-dia. A esta hora todas as autoridades civis e militares, sacerdotes, estavam no Cais das Colunas esperando SS. MM.

Ver Artigo