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Insurreição do Queimado, o outro lado da revolta

Igreja do Queimado -Serra,ES

Se o frei Gregório de Bene prometera ou não as cartas de alforria, é uma dúvida que os documentos históricos disponíveis não permitem resolver até o momento. Restou, apenas, a versão do padre. No juramento que prestou por escrito alguns dias depois, ele nega tal acusação. Escreveu, em sua declaração: “Eu não podia, nem devia, nem queria lhes dar carta de alforria”.

Há um provérbio popular, segundo o qual “papel aceita tudo”. De qualquer modo, tendo sido sincero em sua declaração ou omitido a verdade, o frei Gregório de Bene foi o pivô do episódio e a suposta promessa quebrada foi o motivo alegado para a insurreição – ou teria sido, apenas, um pretexto artificialmente criado pelos negros?

De acordo com uma interpretação histórica pouco convencional, o principal líder da revolta, um escravo de nome Elisiário, teria intencionalmente distorcido as idéias do padre, em benefício da luta pela liberdade. Essa abordagem está baseada no fato de que negros cativos assistiam às cerimônias religiosas com os brancos, sentados, muitas vezes, nos mesmos bancos ou, na pior das hipóteses, no fundo da nave da igreja. Nos sermões, senhores e escravos eram apresentados como irmãos em Cristo e, portanto, iguais. O discurso igualitário, próprio do cristianismo, teria sido manipulado por Elisiário, para tramar a rebelião. A insurreição, nesse sentido, não foi espontânea e repentina, mas, sim, planejada com bastante antecedência por um grupo de escravos.

O cabeça e ideólogo da rebelião, como já está claro, é Elisiário. Próximo a ele, como segundo homem e líder moral, o escravo Chico Prego. Segue-se uma lista de ativistas, aliciadores e armeiros: Domingos Corcunda, Carlos, Eleutério, Benedito, João da Viúva, João Pequeno e o irmão de Elisiário, também chamado João. Mensageiros foram enviados ao norte e sul da província, a fim de conquistar adeptos para movimento. Esse virtual reforço, se de fato foi solicitado, não chegou a tempo.

 

Fonte: História do Espírito Santo - Uma Abordagem Didática e Atualizada 1535-2002
Autor: JOSÉ P. SCHAYDER

Compilaçâo: Walter de Aguiar Filho, agosto/2012

História do ES

Cine Juparanã

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Histórico: No dia 4 de janeiro de 1967, a cidade ganhava mais uma sala, localizado na Avenida Jerônimo Monteiro, onde hoje funciona banco Bradesco, o Cine Juparanã. Com 980 lugares que estavam distribuídos por dois andares, tinha na entrada um charme todo especial, o lustre Maria Tereza Goulart.

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