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Crônica de Victória

Edson Quintaes

Gostei muito da matéria sobre "Victória". Quando vi a foto da Prefeitura de Vitória, lembrei-me de fatos de minha infância (tinha uns 5 anos por ai....).


Meu avô era Tesoureiro da Prefeitura, os amigos o chamavam de "Coronel Balbino", tem até uma foto de despedida de meu avô na aposentadoria e está escrito na foto, "Cel.Balbino Alves da Silva Quintaes".

Meu pai também trabalhou na Prefeitura mas por poucos anos, idem na tesouraria, mas a pedido do governo da época, foi fundar a Rádio Clube do Espírito Santo, "a voz de Canaã", PRI-9. Portanto, meu pai foi um dos fundadores da Rádio Espírito Santo. Passou a maior parte da vida lutando pelo sucesso da emissora no setor técnico.

Me lembro de alguns colegas de rádio: Noronha, Bertino Borges, Hugo Borges, Darly Santos (locutor da rádio), Duarte Junior (que irradiava os jogos de futebol, e deixava o microfone todo sujo de bagaço de laranja, pois irradiava o jogo chupando laranja...rsss), Cícero Dantas, Jairo Maia, Jose Carlos Steim e tantos outros. No transmissor na Reta da Penha (bairro chamado "Bomba") trabalhava o Cícero Dantas e outros que não lembro o nome..

Com relação a foto do Teatro Glória, não é tão antiga assim ...pois na frente do Glória, tinha linha de bonde em dois sentidos com os postes no meio, e bem alí na curva do Teatro Glória, o bonde fazia o contorno da Praça Costa Pereira. Um bonde rodava a praça e voltava para a Praia do Canto e o outro rodava a praça e ia até Santo Antonio. Eu e colegas que morávamos na Rua 7 de Setembro, ficávamos "esperando" o bonde que ia para Santo Antonio, e "pegar uma carona" até a "Convertidora" onde ficava a garagem dos bondes e na curva agente pulava do bonde para não pagar a passagem. Ficavamos bem no final do bonde, e não dava tempo do cobrador chegar até nós...aí a gente pulava na curva e subia o resto da rua a pé...contente pela "carona"...tempos bons heim?

Algumas vezes o cobrador, vendo o nosso macete, começava a cobrar de traz para frente...aí todo mundo pulava do bonde...p. da vida e ia a pé....

Nesses poste no meio da Avenida eu uma vez no estribo do bonde, pendurado no "balaústre" me afastei um pouco para mudar de lugar e um poste daqueles que estava no meio, acertou minha cabeça...quando acordei tinha um monte de gente me olhando eu deitado no chão...não foi nada..só uma "cacetada" meio leve só me deixando por uns segundos "fora do ar"....a velocidade do bonde no momento era lenta...ainda bem ! ! !

Tempos bons.

 

Autor: Edson Quintaes, 2005

 


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