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Heroísmo na Vila Velha de 1934

O aspirante Vasconcellos, que depois chegou a general

Conheça a história do General Humberto Pinheiro de Vasconcellos, que na Vila Velha de 1934, durante um treinamento, percebeu que uma granada ia explodir e, para salvar seus alunos, segurou a mesma, perdendo sua mão.

 

Apesar de mutilado, o então Aspirante não passou para a reserva em função do Presidente Getúlio Vargas ter lhe concedido o privilégio de continuar na ativa, chegando a General.
O General Vasconcellos nasceu em 27/05/1912 e faleceu em 26/01/2002. Foi casado com Maria de Lourdes Calmon Vasconcellos, filha de Celso Calmon Nogueira da Gama.

 

A história segue contada conforme foi publicada na época:

 

Repercutiu largamente a reportagem realisada pelo enviado d'A NOITE e d' ""A NOITE Illustrada" em Victoria, para completo esclarecimento do accidente que ali, no quartel do 3º Batalhão de Caçadores, evidenciou uma legítima figura de heroe, o aspirante Humberto Pinheiro de Vasconcellos. Contando apenas 21 anos, recem-incorporado às fileiras do Exército, aquelle official figurou em lance trágico que, apesar da rapidez do desenlace, permittiu a prova de um caracter de rara grandeza moral. Tendo na mão uma granada inflammada, quando iniciava uma aula à sua turma de instrucção o aspirante preferiu sacrificar-se pessoalmente a repartir com os seus subordinados o risco de morte, e, alçando-a, deixou que explodisse.

A expressão desse gesto de abnegação e de bravura não enaltece apenas aquelle que o traçou com tão perfeita galhardia: ella attinge todos os brasileiros, particularmente dignifica a Escola que viera de formar tão bello espírito, e honra o Exército brasileiro na sua tradição de dignidade, de bravura e de heroismo.

A conducta do aspirante Vasconcellos eguala-se pela formosura moral aos mais caros exemplos que offerecem ao nosso orgulho patriótico as páginas da História do Brasil.

O facto foi descripto em suas minúcias pelo próprio aspirante. Entetanto merece a pena reproduzil-o para que mais ampla e intensamente se fixe na consciência dos brasileiros:

"Quando notei que já estavam presentes quasi todos os meus instruendos, abri o armário e não vi no logar de costume a granada de que sempre me utilizava para explicar o manejo dessas machinas de guerra. Numa prateleira de cima estava a granada que imaginei tivesse sido trocada de lugar. Quando retirei o pino, no treinamento que estava acontecendo na sala do segundo andar, percebi que a granada era verdadeira. Corri até a janela para lançar a granada no páteo, verifiquei que havia um treinamento e que o pátio estava lotado de pessoas. Retornei à minha mesa no saguão, subi nella, gritei para todos deitarem no chão e de pé, troquei a granada da mão direita para a mão esquerda, estendi o braço e ..."

 

Fonte: Jornal A Noite Ilustrada, Rio de janeiro, 18 de abril de 1934, número 21
Compilação: Walter de Aguiar Filho, novembro/2011

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