Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando desde 2000 a Cultura e História Capixaba

Morro Inhoá

Estaleiro da Praia do Suá e ao fundo a Fábrica de Sabão ainda com a chaminé - Foto: Acervo de Tatagiba

Inhoá é também uma palavra de origem tupi. O termo pode vir de embuá, ambuá, imbuá, que significa centopéia e que, por corruptela, transformou-se em n'boá e depois inhoá.

Na pequena praia de Inhoá entre o mar e o morro, os pescadores construíram suas casas de taipa com cobertura de palha. Do mato baixo e sob as pedras menores do pé do monte saíam aranhas, formigões, centopéias ou embuás. Os meninos canelas-verdes sempre identificaram o embuá como sendo a paquinha, exímia cavadeira de solo arenoso e inofensiva àqueles que com ela brincavam, diferente do quilópodes e da centopéia.

Na vertente norte do morro está a residência da tradicional família de Ignácio Ferreira da Silva e Rosa Folegatti da Silva, a quem a Vila Velha do início do século se acostumou a render homenagens pelo belo exemplo de dedicação ao trabalho e conduta dos seus filhos diante da sociedade local. No pé do morro Inhoá, havia a edificação onde originalmente funcionou a primeira fábrica de sabão, que enviou o seu produto para todas as cidades do Espírito Santo e para os estados vizinhos.

Tendo os descendentes dos fundadores se dedicado a outras atividades, a antiga fábrica deixou de produzir. Só mais tarde reabriu como depósito de produtos inflamáveis, a cargo da firma J. Zinzen e Cia., quando ruiu a chaminé primitiva. Por último, após a Segunda Guerra Mundial, ela foi usada como depósito de areia monazítica trazida do sul do estado. A matéria-prima era, em seguida, transportada para a fábrica de beneficiamento instalada na praia do Suá, no outro lado do canal, de onde era exportada.

José Felipe da Silva, um dos herdeiros do sítio Inhoá onde foi criado, diz jamais ter visto nos limites do sítio Inhoá, de sua propriedade, qualquer ruína ou vestígio de construção anterior à citada fábrica de sabão.

 

Autor: Jair Malisek Santos
Fonte: Vila Velha, onde começou o Estado do Espírito Santo,1999
Compilação: Walter de Aguiar Filho, fevereiro/2012



GALERIA:

📷
📷


Matérias Especiais

Gabriel Bittencourt e a Historiografia Espírito-Santense - Por Marcello de Ipanema  Cybelle de Ipanema

Gabriel Bittencourt e a Historiografia Espírito-Santense - Por Marcello de Ipanema Cybelle de Ipanema

Prefácio do livro de Gabriel Bittencourt escrito em 1989. Uma incrível visão da cultura regional atualizadíssima. Parabéns Marcello de Ipanema e Cybelle de Ipanema

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Festejos de Natal: Reis

O Reis foi introduzido em Vila Velha pelo Padre Antunes de Sequeira. Filho de Vitória, onde nascera a 3 de fevereiro de 1832

Ver Artigo
Recordações do Arraiá

Festa antonina (Santo Antônio) realizada no dia 13 de junho de 1937, em Aribiri (Vila Velha), na chácara onde residia o Dr. Armando Azevedo, aqui nos versos tratado como "cumpade".

Ver Artigo
Todos na Festa Junina!

Confira a transcrição de matéria publicada no jornal A Gazeta em 27 de junho de 1961, sobre a festa do dia 17 de junho de 1961: Festa Junina no Ginásio "São José"

Ver Artigo
A Polícia Militar na Historiografia Capixaba - Por Gabriel Bittencourt

A Policia Militar jamais suscitou tanta evidência, seja na imprensa ou no seio da comunidade cultural, como neste ano em que comemora 150 anos de existência

Ver Artigo
A Consolidação do Processo da Independência no ES

O Norte da Província: uma região estratégica

Ver Artigo