Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando desde 2000 a Cultura e História Capixaba

O Coronelismo

Marechal Deodoro da Fonseca

Além do nome oficial, o que mais mudou com o advento da República?

Para as chamadas populares, pouca coisa – ou nada. Era hora de esquecer o discurso agressivo dos panfletos e folhetins da campanha republicana que falavam em “defender os interesses do povo” ou em “ideais democráticos”. “O povo”, como resumiu o articulista Aristides Lobo do jornal O Paiz do Rio de Janeiro, “assistiu bestificado à Proclamação da República, não entendeu nada”. Obviamente não entendeu porque não participou.

No entanto, para a elite política e econômica capixaba, mudanças significativas aconteceram. Com a consolidação do novo regime político, a antiga província do Espírito Santo, agora chamada Estado, passou a ser governada pelos membros da própria elite local.

Pela primeira vez, em toda a sua história, o Espírito Santo seria governado por espírito-santenses, escolhidos por eleições diretas. De acordo com o princípio republicano, os estados federados têm certa independência administrativa em relação ao governo central.

Todavia é preciso que fique claro que a Constituição Federal de 1891 estabeleceu que somente os homens alfabetizados com mais de 21 anos teriam, direito de votar. O voto, por sua vez, não era secreto, dando margem para que as lideranças políticas locais – os chamados coronéis – manipulassem a escolha dos eleitores: era o “voto de cabresto”.

Cada vila ou cidade passou a ter seus coronéis. Cada coronel, que na maioria dos casos era um grande fazendeiro ou um comerciante influente, tinha o seu “curral eleitoral” sob controle. Em razão de compromissos assumidos ou em troca de favores pessoais concedidos pelo coronel, o eleitor só votava no candidato indicado por ele.

Teremos, portanto, literalmente, uma República dos Coronéis.

 

Fonte: Livro História do Espírito Santo - uma abordagem didática e atualizada 1535 - 2002
Autor: José P. Schayder
Compilação: Walter de Aguiar Filho, novembro/2014

Matérias Especiais

Memórias de um canela-verde

Memórias de um canela-verde

Na Prainha, havia os Caldeira e os Pitanga. Não muito longe dali, os Botelho (Augusto foi desembargador). Na Rua Antônio Ataíde, os Veloso e os Queiroz, da qual saiu Eugênio, prefeito que abriu avenidas

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Festejos de Natal: Reis

O Reis foi introduzido em Vila Velha pelo Padre Antunes de Sequeira. Filho de Vitória, onde nascera a 3 de fevereiro de 1832

Ver Artigo
Recordações do Arraiá

Festa antonina (Santo Antônio) realizada no dia 13 de junho de 1937, em Aribiri (Vila Velha), na chácara onde residia o Dr. Armando Azevedo, aqui nos versos tratado como "cumpade".

Ver Artigo
Todos na Festa Junina!

Confira a transcrição de matéria publicada no jornal A Gazeta em 27 de junho de 1961, sobre a festa do dia 17 de junho de 1961: Festa Junina no Ginásio "São José"

Ver Artigo
A Polícia Militar na Historiografia Capixaba - Por Gabriel Bittencourt

A Policia Militar jamais suscitou tanta evidência, seja na imprensa ou no seio da comunidade cultural, como neste ano em que comemora 150 anos de existência

Ver Artigo
A Consolidação do Processo da Independência no ES

O Norte da Província: uma região estratégica

Ver Artigo