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Av. Marcos de Azevedo (ex-avenída José Carlos) – Por Elmo Elton

Av. Marcos de Azevedo - Google Maps

Rua aberta ao tempo em que a Companhia Torrens dava prosseguimento ao aterro do Campinho, sendo que a mesma empresa, durante o andamento de seus trabalhos, dividiu a área em lotes, vendendo-os indevidamente. O presidente Jerônimo Monteiro, diante das flagrantes irregularidades praticadas por essa firma, requereu, por aforamento, ao Patrimônio da União, toda a gleba, legítimos terrenos da Marinha, "contratando o advogado Dr. João Thomé Alves Guimarães para tratar das desapropriações", com resultados positivos.

A avenida Marcos Azeredo, cuja respectiva placa registra erradamente o nome do patrono como sendo Marcos de Azevedo, chamou-se, por muito tempo, avenida José Carlos, referência ao nome do engenheiro José Carlos de Carvalho, um dos possíveis dirigentes da irresponsável Companhia Torrens. A avenida, porque pavimentada, sem infra-estrutura, "transformava-se, então, em córrego caudaloso, com sua meia dúzia de chalés, alinhados contra o morro de Santa Clara".

A partir do governo de Jerônimo Monteiro, essa artéria se enfeitou de belas residências, dentre as quais o palacete de Anísio Fernandes Coelho, construído em 1914, ainda de pé, embora sem a conservação desejada.

A Marcos de Azeredo era arborizada, silenciosa, essencialmente residencial, sendo que, atualmente, conta com movimento crescente de carros e pedestres, seus antigos imóveis, quase todos, postos abaixo, ali se construindo, já agora, edifícios de apartamentos.

A artéria começa na Rua 23 de Maio e se alonga até o Mercado da Vila Rubim, nela funcionando a benemérita Liga Espírito-santense contra a Tuberculose.

O patrono, Marcos (Antônio) de Azeredo (Coutinho), levantou, em 1612, a primeira Carta Geográfica do Espírito Santo, na qual assinalou todos os lugares povoados. Era conhecido como o descobridor da Serra das Esmeraldas, sendo que seus filhos Antônio e Domingos de Azeredo se apresentaram, em 1644, para realizar novas entradas pelos sertões espírito-santenses, o que foi aceito pelas Coroas Portuguesas.

Outra informação: Marcos de Azeredo era irmão do capitão-mor Miguel de Azeredo, a quem a donatária Luísa Grimaldi passara as rédeas do governo da Capitania, quando de seu regresso a Portugal (1593, onde se fez monja no Convento do Paraíso, em Évora).

 

Fonte: Logradouros antigos de Vitória, 1999 – EDUFES, Secretaria Municipal de Cultura
Autor: Elmo Elton
Compilação: Walter de Aguiar Filho, novembro/2017

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