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Inhoá – Por Edward Athayde D’Alcântara

Enseada de Inhoá, 1912

Aldeia de pescadores. Recordo-me muito bem; a gente saía da Praça da Matriz, entrava na Rua São Bento, mais à frente seguia contornando a Pedra de Nossa Senhora pelo caminho de Inhoá até a vila do mesmo nome.

Era uma comunidade muito simples, vivendo harmoniosamente, embora a falta de conforto naqueles pequenos barracos, casebres, ali viviam pescadores felizes. Na fileira de casas acompanhando a orla da praia podiam-se contar no máximo umas três a cinco casas de alvenaria.

Viveram felizes durante séculos, até que na década de 1940 a 1950 foram alijados, pela União, de suas casas e pertences, cedendo o terreno para a construção da Escola de Aprendizes de Marinheiro do Espírito Santo. Transferidos para outros lugares, a maioria foi deslocada para o loteamento mal urbanizado da prefeitura de Vila Velha, na área onde tinha funcionado, por longos anos, o matadouro municipal.

Dentre os muitos moradores de Inhoá, conheci o senhor João Santos, moreno alto, espadaúdo, pai de Espingarda, Capacete e Espoleta; Adozino, André Nogueira e seus filhos (Ruth, Olívia, Nael, Marta, José, o Zeca e Dedê);  Oscar Pedro, Baiano, Belmiro, Alcino, Manoel Carneiro, Horácio, Alcides, Pedro Julieta, e muitos outros. Poucos deles ainda vivem.

 

Fonte: Memória do Menino...e de sua Velha Vila, 2014
Autor: Edward Athayde D’Alcântara
Produção: Casa da Memória de Vila Velha
Compilação: Walter de Aguiar Filho, abril/2020

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