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O donatário visto pelo governador Duarte da Costa

Duarte da Costa - Governador Geral do Brasil, no período de 1553 a 1558

“Velho pobre e cançado”, foi como Duarte da Costa definiu Coutinho à sua passagem pela Bahia. Talvez o governador geral dramatizasse um pouco, pois era de seu interesse comprometer o bispo com Sua Majestade, mas o certo é que chegou a imputar ideia de suicídio a Coutinho, tamanha era a vexação que a este possuía, em virtude das humilhações a que o submetera D. Pero Fernandes.(40)

Assim o vemos de regresso ao senhorio, em 1555.

Detenhamo-nos, porém, alguns momentos, para rememorar os principais sucessos de que foi palco o Espírito Santo durante a ausência do capitão.

 

NOTA

(40) - Carta de D. Duarte da Costa, 2° governador do Brasil (vinte de maio de 1555):

“Vasco Fernandez Coutinho chegou aqui velho pobre e cansado, bem injuriado do bispo, porque em Pernambuco lhe tolheo cadeira despaldar na igreja e apregoou por escomungado de mistura com homens baixos por beber fumo segundo mo ele dise, eu o agaselhei em minha casa e com minha fazenda lhe socorri a sua pobleza pera se poder ir pera o Espirito Santo e o bispo o agasalhou com dizer no pulpito cousas delle tam descorteses estando elle presente que o puseram em condiçam de se perder do que eu o desviei e hei vergonha de decrarar o que lhe disse e por lhe defender a elle o fumo sem o qual nam tem vida segundo elle diz o defendeu nesta cidade com excomunhões e grandes penas dizendo que era rito gentilico sendo hûa mezinha que nesta terra sarava os homens e as alimarias de muitas doenças e que parece que nom devia de defender” (Documento pertencente ao Arquivo da Torre do Tombo, Corpo Cronológico, I, 95, 70, apud P. DE AZEVEDO, Instituição [Apêndice], 375).

 

Fonte: História do Estado do Espírito Santo, 3ª edição, Vitória (APEES) - Arquivo Público do Estado do Espírito Santo – Secretaria de Cultura, 2008
Autor: José Teixeira de Oliveira
Compilação: Walter Aguiar Filho, julho/2018

Vasco Fernandes Coutinho

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