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Palácio Anchieta

Palácio Anchieta, década de 70

Data do século XVI o começo de sua história. No início da colonização do Espírito Santo os jesuítas começaram a erguer uma igreja e sua residência provisória na Cidade Alta, imediações onde se localiza hoje o Palácio Anchieta. A igreja, dedicada a São Tiago, abria-se para a Praça João Clímaco. Junto à edificação do templo, os padres construíram um colégio.

O complexo arquitetônico de igreja e colégio tinha área construída ao redor de grande pátio interno (claustro) e enorme área envoltória (indo até os limites da atual Rua General Osório), onde ficava o pomar, o fortim de São Tiago e o porto dos Padres. Após a expulsão dos jesuítas das colônias portuguesas, a igreja e o colégio foram incorporados aos bens da coroa.

O colégio passou a abrigar a sede do governo da capitania no final do século XVIII, período em que houve um incêndio destruindo a biblioteca. A igreja continuava a ter celebração de cultos.

Na época do império, a antiga igreja de São Tiago foi transformada em Capela Nacional e os cômodos do ex-colégio, adaptados para servir como residência dos governadores estaduais. No governo Jerônimo Monteiro aconteceram as maiores modificações. O colégio foi praticamente destruído e a igreja centenária foi demolida para dar espaço a mais repartições públicas.

O antigo colégio, inteiramente reformado pelo francês Justin Norbert, recebeu em sua fachada roupagem neobarroca, combinando com a nova escadaria erguida na antiga subida, formando um conjunto. Após Jerônimo Monteiro, quase todos os presidentes de estado, interventores e governadores realizaram obras de modificação ou manutenção do imóvel.

Até 1950, foi a construção de maior área em Vitória e funcionava como um completo centro administrativo, O Palácio Anchieta, que ganhou nome em homenagem ao padre José Anchieta, é uma das principais referências arquitetônicas do Centro da cidade. Seu interior guarda o túmulo simbólico de seu patrono.

 

Projeto Adelpho Poli Monjardim
Coleção Elmo Elton 2 - Centro de Vitória
Uma publicação da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura Municipal de Vitória, ES
Prefeito Municipal: Luiz Paulo Vellozo Lucas
Secretária de Cultura: Cláudia Cabral
Subsecretária de Cultura: Verônica Gomes
Diretor do Departamento de Cultura: Joca Simonetti
Administradora da Biblioteca Adelpho Poli Monjardim: Lígia Mª Mello Nagato
Conselho Editorial: Adilson Vilaça, Condebaldes de Menezes Borges, Joca Simonetti, Elizete Terezinha Caser Rocha, Ligia Mª Mello Nagato e Lourdes Badke Ferreira
Editor: Adilson Vilaça
Projeto Gráfico e Editoração Eletrônica: Cristina Xavier
Revisão: Djalma Vazzoler
Impressão: Gráfica Santo Antônio
Tiragem da 1ª Edição - 1000 exemplares.
Fonte: Centro de Vitória, Coleção Elmo Elton nº2 – PMV, 1999
Texto: Maria Cristina Dadalto
Fotos: Judas Tadeu Bianconi
Compilação: Walter de Aguiar Filho, setembro/2020

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"O povo que não preserva a sua história e a sua cultura é apenas um aglomerado de pessoas". Pedro Dadalto, empresário - Depoimento à Campanha Revitalização do Centro de Vitória.

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