Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

A Província no Império

Vitória no século XIX - Pintura do Acervo do Museu Solar Monjardim

No período monárquico imperial o capixaba se aperfeiçoou politicamente, criou consciência cívica, clamou pelo progresso moral e material, mas os recursos financeiros estavam na dependência de sua economia rural estacionária, senão, em decadência. Não havia indústria. Os engenhos diminuíam em número e os alambiques de cachaça mal produziam para o consumo. O algodão, cujo plantio hoje não passa de reminiscência, foi fonte de renda apreciável na era colonial. Fiava-se em casa e era ocupação das mulheres a tecerem seus panos grosseiros, exportando alguns para a Bahia e Rio de Janeiro. A produção principal era a da farinha de mandioca, cuja fama se firmava, notadamente, a de S. Mateus e Conceição da Barra. O corte de madeira tornava-se difícil e a exploração para construção naval embaraçada por leis restritivas. O café mal produzia as primeiras arrobas, e reclamava mão-de-obra e estradas. A Província se embaraçava em problemas graves. O povo pedia, a Assembleia Provincial vociferava, os presidentes relatavam com fulgor literário tudo de que a Província carecia. Contudo, a cidade de Vitória continuava a se tornar cada vez menos habitável. A Província viveu décadas dos favores minguados da Coroa a cobrir-lhe parte dos débitos orçamentários.

Percorreu o Espírito Santo e, consequentemente, sua Capital, anos obscuros até o início da República, quando, por coincidência, as colônias extralitorâneas começaram a produzir as primeiras safras ponderáveis de café, fonte de riqueza e amargura também para Estados monocultores. Mas, com todos os tropeços de sua pobreza econômica e financeira, a cidade foi-se enriquecendo de repartições públicas e agitando-se politicamente.

 

Fonte: Biografia de uma Ilha, 1965
Autor: Luiz Serafim Derenzi
Compilação: Walter de Aguiar Filho, outubro/2012 

História do ES

Comentários da Invasão de Cavendish (7ª Parte)

Comentários da Invasão de Cavendish (7ª Parte)

Os historiadores José Teixeira de Oliveira e Maria Stella de Novaes fazem referência ao cacique Jupi-Açu e seus duzentos índios, acampados nas imediações de Vila Velha

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Viajantes Estrangeiros ao ES – Auguste François Biard

Na relação dos principais viajantes estrangeiros ilustres que estiveram em nosso país, no segundo meado do século dezenove, sem muito destaque, inclui-se o nome do pintor francês — Auguste François Biard

Ver Artigo
Viajantes Estrangeiros ao ES – Jean-Jacques de Tschudi

"No dia seguinte, a comitiva regressou a Vitória, onde o presidente Sousa Carvalho já havia providenciado uma canoa grande e cinco remadores, escravos, para subirem o curso caudaloso do rio Santa Maria, até a colônia de Santa Leopoldina"...

Ver Artigo
Palácio das Águias

A Barra do Itapemirim, em Marataízes, é um antigo núcleo de povoação fundado no ano de 1771 pelos portugueses 

Ver Artigo
Festival de Verão de Guarapari Janeiro 1971

A ideia tinha partido de dois jornalistas, Antônio Alaerte e Rubens Gomes Filho

Ver Artigo
Mais nomes curiosos de ruas de Vitória

RUA DO FOGO ou CARAMURU - Foi conhecida por Ladeira do Quebra-Bunda, pois com leito em pedra, muito íngreme e sempre molhada por infiltrações, era bastante escorregadiça

Ver Artigo