Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

Bola cheia em Santa Teresa

Futebol

A memória mais antiga do futebol teresense está na década de 20 e 30 e depois na famosa década de 50 a 60. Faziam parte da equipe estudantes e funcionários apenas que vez ou outra treinavam porque trabalhavam, muitos no Banco do Brasil. Depois dos jogos era infalível a ida ao Bar Elite, ao Bar do Carleto Pasolini e ao do Frederico Pasolini. Todos se divertiam muito, tomavam uma cervejinha e isso proporcionava um grande convívio. O Clube Canaã também era palco dessas comemorações.

Os times eram bem estruturados, com técnicos, presidentes e diretores. Os clubes elevaram o nome de Santa Teresa. Entraram em campeonatos estaduais e municipais e festejaram muitas vitórias. Tornou-se uma obsessão o comparecimento das torcidas, geralmente familiares, àquele culto esportivo, jogando "fora das linhas", com seus gritos e xingamentos, numa catarse coletiva projetando os traumas da imigração.

As mulheres foram modificando suas vestimentas à medida que participavam da torcida, usando roupas mais esportivas. Os ídolos das torcidas eram venerados e tinham enorme popularidade. A população aclamava seus nomes.

Os torcedores eram de vários tipos e contavam com a grande força das mulheres teresenses. Acompanhavam pais e filhos. Sui generis. D. Judith, M. Paviotti e Arlete Fontana Madeira; jogadores como Fontana, que jogava em Jucutuquara, mas era legítimo produto de Santa Teresa, e seu irmão, Oival-Goli Fontana, com grande talento, mas não chegou a destaque nacional. Além do Teresense, um clube muito importante foi o de Barra do Rio Perdido, e outros também tiveram prestígio, como São Roque, Várzea Alegre, Patrimônio de Santo Antônio.

De acordo com minha visão de criança torcedora, dos oito aos quinze anos, já adolescente, o futebol marcou muito em Santa Teresa. Claro que houve muitos jogadores que ficaram registrados na memória de nossos torcedores pelo estilo talentoso. A paixão era tanta, que nossos jovens repetiam, nos campinhos improvisados da cidade, a mesma história dos campos oficiais. O Itamar, grande jogador, foi de Santa Teresa para o Rio Branco, sempre um artilheiro. Referiam-se a ele como o "tanque que Santa Teresa nos mandou". O seu alto nível do futebol sempre encantou a todos.

O primeiro campo de futebol da Santa Teresa era onde hoje se situa o jardim municipal. Posteriormente, foi construído o campo denominado Ângelo Frechiani, o qual permanece até os dias atuais, no bairro Vila Nova.

Você pode ler mais sobre Santa Teresa comprando o livro "Santa Teresa - Viagem no Tempo 1873 a 2008" de Sandra Gasparini, clicando abaixo. Frete grátis para Grande Vitória, exceto Guarapari. Pagamento com boleto ou cartão de crédito.

 

Livro: Santa Teresa - Viagem no Tempo 1873 a 2008
Autora: Sandra Gasparini
Compilação: Walter de Aguiar Filho,outubro/2011

 

 

 

LINKS RELACIONADOS:

>> Imigração no ES 
>> Santa Teresa  
>> Primeiros times de Vila Velha
>>
 
Futebol em Vila Velha
>>
 
A Bola 

O Esporte na História do ES

Remo capixaba

Remo capixaba

Vitória era uma cidade sem atrativos no início do século, quando surgiram por aqui as primeiras práticas de modalidades esportivas

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Domingo de Remo - Por Július César Carvalho Silva

Domingo de regata de remo em Vitória é domingo diferente

Ver Artigo
Histórias dos craques - Por Július César Carvalho Silva

Tudo acalmado quando o treinador Beto Pretti resolveu se virar para a torcida e fazer o sinal do V numa alusão à paz e o amor

Ver Artigo
Olhar de perto - Por João Carlos Nunes Ramos

Uma tímida torcida que repousava nas contínuas escadas do Salvador Venâncio da Costa

Ver Artigo
Adeus, Jucutuquara - Por Jorge Rodrigues Buery

Pelos idos de 1966 ou 67 comecei a assistir a jogos de futebol, frequentando estádios junto de meu pai e de meu tio

Ver Artigo
Moisés, um campeão - Por Jorge Rodrigues Buery

Na final do Campeonato Brasileiro de 1995, ele era um dos botafoguenses campeões

Ver Artigo