Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

França Antártica – Mem de Sá e Guanabara

Nicolau Durand de Villegaignon

Notícias levadas a Mem de Sá, por intermédio de alguém que esteve no Espírito Santo, davam conta dos franceses que se haviam estabelecido na Guanabara.(21)

O governador geral transmitiu os apontamentos(22) à Coroa, e em novembro de 1559 recebeu o auxílio que, na metrópole, julgaram suficiente para pôr fim à França Antártica. Era a armada que tinha por capitão-mor Bartolomeu de Vasconcelos da Cunha. Tão mofina, que Mem de Sá foi obrigado a mobilizar os homens dispensáveis da cidade do Salvador e escrever a São Vicente pedindo reforço, que deveria encontrá-lo em dia emprazado na barra do Rio de Janeiro. A dezesseis de janeiro de 1560, o governador geral partiu da Bahia rumo à Guanabara. Tocou em todas as capitanias do trajeto, naturalmente preocupado em recrutar auxílio.

Parece que o Espírito Santo não pôde colaborar na cruzada.(23) Era particularmente crítica a situação da colônia naquele momento. Nóbrega, escrevendo ao infante cardeal D. Henrique, depois de se referir aos perigos que ameaçavam a pouca gente da capitania e ao desejo que a todos animava de se irem daqui,(24) observou que Mem de Sá deu “esperanças que da tornada a fortaleceria e favoreceria”.(25)

 

NOTAS

 

(21) - SÁ, Carta, I, 226.

(22) - Podem ser lidos em VARNHAGEN, HG, I, 397, nota 2.

(23) - Entretanto, SILVA LISBOA (Anais, I, 18) diz: “além de haver prestes várias canoas de guerra, com gente e munições, que adquiriu das Capitanias dos Ilhéus, Porto-Seguro e Espírito Santo”. FERNANDES PINHEIRO repete a afirmação de SILVA LISBOA (A França, 39). Também BASÍLIO DAEMON afirma: “passando [Mem de Sá] pelas Capitanias dos Ilhéus, Porto Seguro e Espírito Santo, recebeu em todas elas contingentes, mormente aqui, donde levou maior número” (Prov. ES, 74).

(24) - Ver foot-note n.º 7.

(25) - Cartas, III, 242.

 

NOTA DO SITE

Nicolau Durand de Villegaignon - líder da invasão francesa

Introdução 

Em meados do século XVI, o Brasil foi alvo de várias incursões estrangeiras. Entre elas, podemos destacar as invasões francesas que atingiram a região litorânea do atual estado do Rio de Janeiro.

Objetivos das invasões

Os franceses desembarcaram na costa do Rio de Janeiro em 1555, com o objetivo de fundar a França Antártica, um núcleo Colônial francês em pleno território brasileiro. Comandados por Nicolau Durand de Villegaignon, os franceses fundaram um forte na Baía de Guanabara, região ainda não colonizada pelos portugueses.

Os franceses buscavam garantir a exploração do pau-Brasil, que tinha alto valor e procura no mercado europeu.

Os invasores tinham também com intensão obter território para moradia de protestantes franceses, que estavam sendo perseguidos, por motivos religiosos, na França. 

Confederação dos Tamoios

Os franceses conseguiram o apoio dos índios tupinambás e de outras nações indígenas da região, que tinham os portugueses como inimigos em comum. Esta união de forças indígenas contra os portugueses e favoráveis aos franceses ficou conhecida como Confederação dos Tamoios.

Reação dos portugueses e expulsão dos franceses

Para não perder o território para os franceses, o governador-geral Duarte da Costa organizou uma expedição militar para expulsar os franceses do território brasileiro. Porém, a ação militar não obteve êxito. O governador-geral seguinte, Mem de Sá, também tentou expulsar os franceses e, embora tenham conseguido atacar o forte francês Coligny, a ação não gerou resultados positivos num primeiro momento.

Foi então que a coroa portuguesa enviou reforço militar para o Rio de Janeiro, sob o comando de Estácio de Sá, para expulsar os franceses. Em 1º de março de 1567, Estácio de Sá fundou a cidade do Rio de Janeiro (chamada de São Sebastião do Rio de Janeiro), com o objetivo de criar uma base militar de luta contra os franceses.

Pesou também a favor dos portugueses a ação dos jesuítas Manoel da Nóbrega e José de Anchieta. Os religiosos pacificaram os indígenas, fazendo com que ocorresse o fim da Confederação dos Tamoios e a retirada da ajuda aos franceses.

Em 1567, após várias batalhas, os franceses foram expulsos do Brasil."

Fonte da nota do site: http://www.suapesquisa.com/colonia/franca_antartica.htm

 

Fonte: História do Estado do Espírito Santo, 3ª edição, Vitória (APEES) - Arquivo Público do Estado do Espírito Santo – Secretaria de Cultura, 2008
Autor: José Teixeira de Oliveira
Compilação: Walter Aguiar Filho, maio/2017

História do ES

Peroás e Caramurus

Peroás e Caramurus

A Ladeira do Fogo recebeu o nome de “Caramuru”, por servir de acesso ao Convento de São Francisco

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Victória – Cidade Presépio, 1937

A linda capital do Espírito Santo. A cidade de Vitória está situada numa ilha banhada por águas do oceano Atlântico

Ver Artigo
Os cônsules no Espírito Santo

São representantes junto ao Governo do Estado, com residência nesta capital

Ver Artigo
Corpo de Bombeiros e Polícia Militar do ES

A Polícia Militar do Espírito Santo é uma das mais eficientes do Brasil. Também o é assim o Corpo de Bombeiros de Vitória

Ver Artigo
Movimento Natural da População do Espírito Santo em 1937

Empenhados em que sejam conhecidos, com a maior rapidez, os resultados do movimento natural da população do Estado (movimento do registro civil), durante o ano de 1937, organizamos as tabelas que se seguem

Ver Artigo
A Penitenciária do ES – Governo Punaro Bley

Turmas de convictos passaram a trabalhar no cultivo das terras adjacentes nos limites da Penitenciária, ou nas suas pedreiras, 

Ver Artigo