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Rua Solo de Castro (ex-rua da Imprensa) – Por Elmo Elton

Rua Sólon de Castro, beco entrando a direita na foto - Fonte: Google Street View, 2012

Chamou-se, primitivamente, Rua do Colégio, situa-se ao fundo do Palácio Anchieta, ligando a Rua Francisco Araújo à Duarte Carneiro. Quando das instalações da Imprensa Oficial no Palácio, na área antes ocupada pela igreja de São Tiago, onde fora sepultado o padre José de Anchieta, em 1597, a artéria passou a se chamar da Imprensa, residindo aí, no começo do século, a família de Ricardo Pereira de Faria, em casa cuja construção datava da ultima década do século passado. Tinha fachada dando frente para a Rua Francisco Araújo, com três janelões, as sacadas com grades de ferro batido, possuía jardim, murado, com plantas que já não vejo nos canteiros de agora, magnólias, jasmins do Pará (estrelas), pés de murta, roseiras, além de árvores, frutíferas. Esse imóvel foi desapropriado no governo do capitão João Punaro Bley, e demolido quando governador o Dr. Jones dos Santos Neves construindo-se, no local, a sede da Legião Brasileira de Assistência, inaugurada, em 1952, com a presença de Dona Darcy Vargas, fundadora da benemérita entidade. Até a construção da sede da LBA, a rua tinha terreno elevado, tanto que, para alcançá-la pela Francisco Araújo, teria que se subir uma escada de dez a quinze degraus, o calçamento pé-de-moleque.

A rua assistiu a dois incêndios: — o primeiro, a 28 de setembro de 1796, quando o fogo destruiu os altares da igreja de São Tiago, e o segundo em 1938, quando, no mesmo local, onde antes existira o templo, as labaredas, devoraram todos os documentos das secretarias de Estado ali instaladas, — incêndio a que assisti de perto, já que morando vizinho ao Palácio.

 

Fonte: Logradouros antigos de Vitória, 1999 – EDUFES, Secretaria Municipal de Cultura
Autor: Elmo Elton
Compilação: Walter de Aguiar Filho, novembro/2017

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