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Tentando o povoamento das margens do rio Doce – Silva Pontes

Indio Botocudo - Foto Walter Garbe

Ao porto do Sousa estava reservado papel de relevo – servir de entreposto do comércio de exportação e importação de Minas Gerais.

Um dos problemas que surgiram com a nova situação foi o de povoar a localidade. Silva Pontes fez o que as circunstâncias permitiam: encaminhou paralá os condenados pela Justiça. A eles foram juntar-se “desertores e criminosos,que buscavam suas matas para escaparem à punição das leis”.(14) Comerciantescapazes de sustentar o tráfego marítimo é que não apareceram, e assim feneceuo plano de transformar o lugarejo no “centro de todas as povoações que sefundassem nas adjacências do Rio Doce”.(15) Antes mesmo de transcorrido umdecênio, a aldeia de Coutins(16) foi visitada pelos botocudos, que mataram umsoldado, puseram os demais em fuga e arrasaram o quartel.(17)

Outro teria sido o destino de Coutins e da própria bacia do rio Doce seo governador Silva Pontes tivesse continuado à frente do governo da capitania.Sua pré-memória de 1802 testemunha o carinho com que encaminhava a soluçãodos problemas ligados ao rio, que, oficialmente, abriu à navegação, tida, aliás, por impossível.

 

NOTAS

(14) - JOSÉ MARCELINO, Ensaio, 140.

(15) - RUBIM, Memórias, 264.

(16) - Coutins – “nome tirado de um couto, em Portugal, pertencente à casa do ministroD. Rodrigo [de Sousa Coutinho]” (MARQUES, Dicion. ES, 177).

(17) - RUBIM, Memórias, 264-5.

 

Fonte: História do Estado do Espírito Santo, 3ª edição, Vitória (APEES) - Arquivo Público do Estado do Espírito Santo – Secretaria de Cultura, 2008
Autor: José Teixeira de Oliveira
Compilação: Walter Aguiar Filho, maio/2018

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