Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando desde 2000 a Cultura e História Capixaba

Agricultura no ES – Século XIX

Madniocas

A maior parte da população dedicava-se à agricultura, rudimentarmente praticada. Principais produtos: cana-de-açúcar, mandioca, algodão, milho, café, feijão e arroz. Para a cultura do arroz preferiam as terras baixas e alagadiças; matos virgens para a mandioca. Quanto às mais plantações, qualquer terreno era considerado bom.(60)

Em média, uma sesmaria de meia légua quadrada valia 500$000. A colheita se fazia “sem a menor arte” e os transportes usados eram o carro de bois, bestas, cavalos e canoas. Os instrumentos empregados pelos lavradores nos seus misteres: enxadas, foices, facões e machados.

Observou o presidente que “os agrícolas pouco ou nada se empregam em plantas alimentares, sem embargo – acrescentou – fazem alguns mais curiosos suas plantações de abóboras, alfaces, batatas, couves, ervilhas, favas, mostardas, inhames, repolhos, pepinos, melões, melancias, ananazes, mandubis, gergelins, bananeiras de árvores frutíferas (sic), laranjeiras, limeiras, limoeiros, cidreiras e figueiras, mangueiras, jaqueiras, romeiras, tamarindos, coqueiros de diferentes qualidades, sendo espontâneas as goiabeiras e cajueiros, agriões, beldroegas, bredos, serralhos e erva moira”.

Adotavam-se viveiros apenas para as mudas de café e tabaco.(61)

A preparação das terras para lavoura continuava a se basear no machado e no fogo, ignorando-se a existência dos adubos e a necessidade das reservas florestais. Não obstante a incipiência dos métodos, a terra – dadivosa e boa – recompensava generosamente o trabalho do homem: o alqueire de arroz produzia cem; o de milho, cinqüenta; o de feijão, quarenta.

 

NOTAS

(60) - “As primeiras plantações se fazem de março até abril, e as segundas de setembro até outubro, não esquecendo a lua nova que muitos querem que influa nelas” (INÁCIO ACIÓLI, Memória).

(61) - Referindo-se ao café, dizia a Memória que o “desta Província não é o melhor”. Quanto ao tabaco, anotou: “Também se cultiva no país, sendo tão pouco que é gênero que ainda se importa”.

 

Fonte: História do Estado do Espírito Santo, 3ª edição, Vitória (APEES) - Arquivo Público do Estado do Espírito Santo – Secretaria de Cultura, 2008
Autor: José Teixeira de Oliveira
Compilação: Walter Aguiar Filho, maio/2018

História do ES

Colonização, Fontes e Chafarizes - Por Celso Luiz Caus

Colonização, Fontes e Chafarizes - Por Celso Luiz Caus

Em Vila Velha, mais precisamente na orla da Prainha, a água era obtida da Fonte de Inhoá, considerada de excelente qualidade

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Carta a um amigo

Aristeu Borges de Aguiar comenta rapidamente a situação em Portugal, e, como que vaticinando, diz “o Mundo anda meio atrapalhado, parecendo que caminha para grandes transformações". 

Ver Artigo
Com a República, pontes, estradas, indústria e comércio

No Espírito Santo, como nas demais províncias do Império, o movimento republicano foi pequeno. Em 23 de maio de 1887, foi fundado o primeiro clube republicano do Espírito Santo

Ver Artigo
Viagens à Capitania do ES - Por Bruno César Nascimento

Expedições às terras capixabas feitas pelo príncipe Maximiliano de Wied-Neuwied, em “Viagem ao Brasil” (1820), e pelo botânico e naturalista Auguste de Saint-Hilaire, em viagem por aqui em 1818

Ver Artigo
Textos de História Militar do Espírito Santo

Este é o propósito deste livro. Trata-se, o nome já o diz, de uma coletânea de textos, textos estes da mais diversa natureza: poema épico, ensaios históricos, crônicas, correspondência oficial e particular

Ver Artigo
A Importância da Mulher na História do Estado

Exaltemos as mulheres de Regência! Diz o noticiário do naufrágio do "Imperial Marinheiro", em 1887

Ver Artigo