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Curiosidades Espírito-santenses - Por Eurípides Queiroz do Valle - III

Vista do Porto de Vitória - Acervo: Solar Monjardim

A Baía de Vitória é ampla e salpicada de ilhas verdejantes. Os navios ao demandarem o porto passam por elas em volteios graciosos que dão a essa entrada um encanto especial sempre louvado e exaltado por viajantes e turistas que nos visitam. O porto é dos mais abrigados e seguros da costa brasileira. O cais, acostável a grandes navios, corre paralelo ao centro comercial. O viajante desembarca, a bem dizer, no centro da Cidade. Esse porto é o quarto do país em volume de exportação e segundo em beleza natural. Miniatura da Guanabara não lhe falta, sequer, a presença do Pão-de-Açúcar. O majestoso Penedo que se ergue bem à entrada de seu ancoradouro e também do lado esquerdo, apresenta, realmente, grande semelhança com o colossal monolito guanabarino. E essa denominação de Pão-de-Açúcar lhe foi dada, pela primeira vez, em 1860, quando da visita do naturalista canadense Charles Frederic Harrt, à Província, em viagem de estudos.

 

Vitória é uma cidade alegre e simpática. Não só pela sua topografia e traçado gracioso como por ser já um grande centro de ensino secundário e universitário. Nas épocas escolares, bandos alegres de estudantes, com os seus uniformes multicores, enchem as ruas e praças da Cidade com o tumulto brejeiro da idade despreocupada e feliz. O progresso está mudando, um pouco, a sua primitiva fisionomia. Está deixando de ser a Cidade-menina, a Cidade-presépio, para se fazer solene e carrancuda. Os arranha-céus que estão surgindo aqui e ali, quase de improviso, vêm concorrendo para essa mudança.

 

Fonte: Torta Capixaba (ensaios, crônicas, poesias...), 1962
Autor: Eurípides Queiroz do Valle
Compilação: Walter de Aguiar Filho, dezembro/2012 

 

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