Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando desde 2000 a Cultura e História Capixaba

Sítio da Família Batalha – Por Edward Athayde D’Alcântara

Marista e o Sítio do Batalha, contribuição de Lilindo

O sítio deve seu nome a um seu antigo proprietário conhecido como Francisco Batalha. Eram seus herdeiros as irmãs Batalha: Santinha, Lazinha e Lindinha.

Constituído de uma pequena gleba de terras de um pouco mais de três alqueires e meio (173.400,00 m²), fica localizado às margens do Rio da Costa. A entrada principal ficava na Avenida Jerônimo Monteiro através de uma cancela, uma tranca do tipo pica-pau servia para evitar que os animais domésticos fugissem para a rua. Somente à tardinha, depois do apascentamento deles era passado um cadeado. A passagem de pedestres era conhecida como engana-bode; era uma entrada feita de mourões de camará e arame farpado em paralelo, formando um ângulo agudo onde o animal não tinha condição de virar sem que ficasse agarrado nas farpas do arame.

Pelo lado do mar (leste) fazia divisa com o Rio da Costa e pelo sul, em parte, com o rio citado e um regato que hoje seria o canal Bigossi tendo na outra margem os terrenos de Dona Emilinha Tesh Mascarenhas; no lado oeste sua divisa começava com os fundos das casas de seu Ailton (marido da professora Dona Amália), do senhor Câmara (pai de Chico), seu Canico (casado com Dona Laura e pai do Silmo, Layr, Marinalva, Élcio e Lauro Antônio), seu Jonas (casado com Dona Viruta e pai do Asdrúbal e José), seu Zezinho Queiroz (marido de Dona Isaura e pai de Maria Carmem e Yeda), e seu Vitor (casado com Dona Vitória e pai do Menininho, Jorge e Lindaura) até atingir a Rua Sete de Setembro e daí em diante acompanhando o caminho do Lixo até o pequeno córrego do Celamim e por este até alcançar o Regato (canal Bigossi) nos terrenos de Dona Emilinha. Mais tarde, ao longo do caminho diversas pessoas construíram suas residências.

No sítio, uma casinha coberta de zinco onde morava o seu Reparato e os filhos Valdemar, Ernani (Paizinho) e Romeu e as filhas, Jacy, Zizi e Aracy.

Comprado e doado pela Prefeitura do Município à  Brasileira de Educação e Ensino para construção do educandário dos Irmãos Maristas, pelo artigo 2º da Lei Municipal nº 85.

 

Fonte: Memória do Menino...e de sua Velha Vila, 2014
Autor: Edward Athayde D’Alcântara
Produção: Casa da Memória de Vila Velha
Compilação: Walter de Aguiar Filho, abril/2020

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Frases de Caminhão - Por Eurípedes Queiroz do Valle

As 10 mais espirituosas Frase de Caminhão do Espírito Santo, 1971

Ver Artigo
Capítulo III - A viagem a Capitania do ES pelo Príncipe Maximiliano de Weid-Neuwied

Maximiliano e sua comitiva partem rumo ao “desconhecido”, em de novembro de 1815

Ver Artigo
Sítio da Família Batalha – Por Edward Athayde D’Alcântara

Constituído de uma pequena gleba de terras de um pouco mais de três alqueires e meio (173.400,00 m²), fica localizado às margens do Rio da Costa

Ver Artigo
Hugo Viola - Por Cesar Viola

Em 24 de abril de 1949, o jornalista Waldyr Menezes escreveu em A Tribuna uma reportagem sob o título: "Jardim América, um milagre residencial para Vitória".

Ver Artigo
Com Vistas ao Delegado José Vieira

Além de ser preso injustamente foi esbordoado pelo soldado! - “O Continente” apura o fato”

Ver Artigo