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Agricultura no ES – Século XIX

Madniocas

A maior parte da população dedicava-se à agricultura, rudimentarmente praticada. Principais produtos: cana-de-açúcar, mandioca, algodão, milho, café, feijão e arroz. Para a cultura do arroz preferiam as terras baixas e alagadiças; matos virgens para a mandioca. Quanto às mais plantações, qualquer terreno era considerado bom.(60)

Em média, uma sesmaria de meia légua quadrada valia 500$000. A colheita se fazia “sem a menor arte” e os transportes usados eram o carro de bois, bestas, cavalos e canoas. Os instrumentos empregados pelos lavradores nos seus misteres: enxadas, foices, facões e machados.

Observou o presidente que “os agrícolas pouco ou nada se empregam em plantas alimentares, sem embargo – acrescentou – fazem alguns mais curiosos suas plantações de abóboras, alfaces, batatas, couves, ervilhas, favas, mostardas, inhames, repolhos, pepinos, melões, melancias, ananazes, mandubis, gergelins, bananeiras de árvores frutíferas (sic), laranjeiras, limeiras, limoeiros, cidreiras e figueiras, mangueiras, jaqueiras, romeiras, tamarindos, coqueiros de diferentes qualidades, sendo espontâneas as goiabeiras e cajueiros, agriões, beldroegas, bredos, serralhos e erva moira”.

Adotavam-se viveiros apenas para as mudas de café e tabaco.(61)

A preparação das terras para lavoura continuava a se basear no machado e no fogo, ignorando-se a existência dos adubos e a necessidade das reservas florestais. Não obstante a incipiência dos métodos, a terra – dadivosa e boa – recompensava generosamente o trabalho do homem: o alqueire de arroz produzia cem; o de milho, cinqüenta; o de feijão, quarenta.

 

NOTAS

(60) - “As primeiras plantações se fazem de março até abril, e as segundas de setembro até outubro, não esquecendo a lua nova que muitos querem que influa nelas” (INÁCIO ACIÓLI, Memória).

(61) - Referindo-se ao café, dizia a Memória que o “desta Província não é o melhor”. Quanto ao tabaco, anotou: “Também se cultiva no país, sendo tão pouco que é gênero que ainda se importa”.

 

Fonte: História do Estado do Espírito Santo, 3ª edição, Vitória (APEES) - Arquivo Público do Estado do Espírito Santo – Secretaria de Cultura, 2008
Autor: José Teixeira de Oliveira
Compilação: Walter Aguiar Filho, maio/2018

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Morro do João Moreno

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No livro de Gabriel Soares de Souza - "Tratado Descritivo do Brasil", escrito em 1587, o autor trás como referência o "morro do João Moreno"

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