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Frei Pedro Palácios - Por Frei Jaboatão

Frei Pedro Palácios - Autor: Jair Santos

Sobre esta portentosa construção, veja o comentário do frei Antônio de Santa Maria Jaboatão, publicado no “Novo Orbe Seráfico Brasílico”, impresso em Lisboa, no ano de 1761.

 

Documento 1

 

Concluída com brevidade a Capelinha do Serafico Patriarcha, tanto pela pequenez da sua fabrica, como pela concurrencia dos devotos do Servo de Deos, entrou na diligencia de fabricar outra para a Senhora da Pena, no cume da serra, e sobre aquella altíssima Rocha, ou Penedo, que serve de coroa áquelle Monte. Tudo conseguido com a ajuda dos devotos, e especialmente de Melchior de Azevedo, homem rico, e muito particular affeto de Fr. Pedro. Nem podia deixar de ter nesta obra muitos coadjutores; porque o Servo de Deos era o primeiro, que, pegando nas pedras, às suas costas as conduzia por aquelle áspero, e alto monte, em quanto durou a obra, que completa, collocou nella a Imagem da Senhora, com singular jubilo da sua alma, e grande consolação de todo o povo. Assim o depõem todas as testemunhas do seu processo, humas, que o virão, outras que o ajudarão. Hum destes foy André Gomes, que sendo moço acompanhava o Servo do Senhor, quando fazia pelas ruas da Villa a sua doutrina, e depõem que seus dous Irmãos, Amador Gomes e Braz Pires, ajudarão a fr. Pedro a fazer a obra da Capellinha da Senhora da Pena; e assim attestão as mais, que nos ditos autos jurarão, e concordão todos sem discrepar, que o Servo de Deos fr. Pedro de Palácios fora o fundador das duas Capellas primeiras daquelle monte, a de S. Francisco no collo da ladeira, e a de N. Senhora da Pena sobre a Penha alta, que nelle descança. E assim fica tirado também o engano de alguns, que cuidarão, e ainda escreverão, que quando alli chegou Fr. Pedro, já havia aquella Capellinha, da qual pelo zelo do Servo de Deos lhe fizera a entrega della o seu fundador, ou os que por este a administravão.

Todo o referido se confirma por indubitável pela escritura da doação, que da dita Capelinha da Pena, ou Penha, fez D. Luíza Grinalda Viúva de Vasco Fernandes Coutinho, segundo Donatário da Capitania do Espírito Santo, como sua Governadora, e Proprietária, com a Câmara, e Povo da Villa fez a tal doação aos Religiosos, quando chamados pelo mesmo Povo, e Senhorio, chegarão á Villa da Victoria, para fundarem ali; passada esta Escritura em publica forma a seis de Dezembro de mil quinhentos e noventa e hum, na qual se expressa, se dava aos Religiosos Menores a administração da Capelinha de N. Senhora da Pena. Por respeito, (são palavras formaes da própria Escritura) de a haver fundado hum Religioso de sua Ordem chamado Fr. Pedro que alli viveo com licença de seus Prelados muitos annos, com muito exemplo de vida, e edificação do Povo, e ahi acabou virtuosa e santamente, e foy sepultado em huma Ermida e Capella, que a esse tempo tinha feito. Tirada parece fica toda a duvida de quem foy o fundador desta Capellinha da Senhora da Penha do Espírito Santo”. (Mantido o texto original).

 

Fonte: O Anacoreta – revisitando a história do CONVENTO DA PENHA. 2008
Autor: Jair Santos
Compilação: Walter de Aguiar Filho, outubro/2012

Convento da Penha

O Legado de Pedro Palácios – Por Guilherme Santos Neves

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É ele a réplica fiel do pobrezinho de Assis em terras brasileiras e, mais particularmente, mais queridamente, em terras capixabas

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