Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

Indústrias – Construção naval – Artes e ofícios

"dentista ferreiro"

Além de alguns curtidores de couro – que juntavam esta habilidade à profissão de sapateiro – “mastão miseráveis que não merecem o nome de fabricantes e não curtem nem para oconsumo da terra”, havia preparadores de cal de ostras.

As fábricas de açúcar e aguardente andavam por sessenta e oito, sendoque a maior produzia, anualmente, cento e cinqüenta caixas de quarenta acinqüenta arrobas.

Olarias – em número de oito – faziam telhas, tijolos e utensílios para cozinha.

Embora não existissem estaleiros, até sumacas se construíam aqui e, commaior facilidade, lanchas de doze e dezesseis toneladas. Mas eram raras essas obras,não obstante dispor a província de florestas riquíssimas de madeiras próprias eoperários especializados.

Alguns ourives, rábulas, carpinteiros, marceneiros, sapateiros, seleiros,pedreiros, alfaiates, ferreiros, carniceiros, tecelões, latoeiros, em boa parte,cativos. Nem um dentista, “mas é suprida esta falta por um ferreiro curioso”, explica o presidente.(68)

A pescaria vinha decrescendo por vários motivos: diminuição do peixe, emprego das lanchas de pesca no transporte de farinha, falta de proteção aospescadores contra o recrutamento e, mais, a presença de piratas no Atlântico Sul. Deste modo, as dez embarcações de outros tempos estavam reduzidasa duas, e o pescado era insuficiente para o consumo local. Utilizavam-se alinha, a rede, fisgas, tarrafas e muzuás. Também aqui concorria o trabalhodos escravos.(69)

 

NOTAS

(68) - “As artes liberais são mui pouco ou nada cultivadas na Província. A música daCapital se compõe de oito pessoas quase todas da mesma família e que tocam as mesmas peçasem todas as festas, que compõe um rabecão, dois violinos, uma flauta e quatro cantores e sesucede isto com esta arte divina o que acontecerá com as outras! Em suma, há seis ourives,um pintor e dois aprendizes; cinco rábulas, dois armadores. De ofícios mecânicos cincomestres de carpinteiros, três oficiais e um aprendiz; sete oficiais de calafates; dez carpinteirosda Ribeira; dez mestres de marcenaria, vinte e quatro oficiais e dezesseis aprendizes; trintaoficiais de pedreiros; dois cabouqueiros; trinta e oito mestres de sapateiros, trinta e umoficiais e quarenta aprendizes; vinte e quatro alfaiates, vinte e cinco oficiais e vinte e umaprendizes; treze ferreiros; quatro carniceiros; trinta e sete tecelões; um latoeiro, três seleiros.

De todos estes são cativos quinze. Não há dentista, mas é suprida esta falta por um ferreiro curioso. Não há encadernador, mas serve de tal um rábula e assim se suprem e se remedeiamas faltas como se podem” (Memória).

(69) - “O costume dos pescadores é cada um pescar para si e dar a quinta parte do peixeao dono da canoa ou lancha, à exceção do mestre que não paga quinto; e quando pescamcom rede metade do pescado é para o dono dela” (Memória).

 

Fonte: História do Estado do Espírito Santo, 3ª edição, Vitória (APEES) - Arquivo Público do Estado do Espírito Santo – Secretaria de Cultura, 2008
Autor: José Teixeira de Oliveira
Compilação: Walter Aguiar Filho, maio/2018

História do ES

A história do bombom Serenata

A história do bombom Serenata

Desde a década de 1940, a história da Garoto – e também a de muita gente no Brasil – é marcada por um produto que desperta lembranças boas e estimula o romantismo. O bombom Serenata de Amor surgiu em 1949, com o inovador formato de “bola” e um delicioso recheio à base de castanhas envolto em uma casquinha crocante...

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Basílio Daemon - Biografia

Por seus filhos capitão Dr. Ticiano Corrégio Daemon e tenente Daemon

Ver Artigo
Viana, O Convento, O retorno ao Rio de Janeiro – Por Saint-Hilaire

Vêem-se o mar em frente ao Morro da Penha, o Monte Moreno e a foz do Ribeirão da Costa, cujas águas, vão entulhar a baía com as areias que carregam

Ver Artigo
Antônio Pacheco de Almeida, alcaide-mor da vila do Espírito Santo, 1707

Antônio Pacheco, para o lugar de alcaide-mor da vila do Espírito Santo, cabeça e comarca da capitania do mesmo nome, de que sou donatário

Ver Artigo
Governador Rubim se dirigindo às diversas autoridades da capitania,1817

Sejam isentos do pagamento de dízimo o terreno que não estiver cultivado, ou concedido por sesmaria, mas que...

Ver Artigo
Proclamação da Independência do Brasil na vila de São Mateus,1823

A vila de São Mateus custou a decidir-se a fazer a proclamação, em consequência de parte da população baiana quererem pertencer à Bahia

Ver Artigo