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Ciclos de Anchieta

Obra arquitetônica, o Santuário Nacional de Anchieta é uma construção jesuítica do Brasil Colônia. Foi erguido entre meados do século 16 e início do século 17

Esse mar de cor cambiante, às vezes verde, às vezes azul - ou dourado, quando a tarde vai caindo -, foi visto pela primeira vez pelos indígenas tupis e guaranis no começo da história desta Terra Brasilis. Era Tupã, o Sol, que guardava essas enseadas, onde vivia-se em paz e nada faltava. Com a chegada dos jesuítas, um novo Deus, o dos cristãos, foi apresentado aos donos da terra. E um desses jesuítas transformou-se ele próprio, aos olhos ingênuos dos índios, numa espécoe de Deus - pois sua dedicação era total, sua alegria contagiante, e seu estilo de vida, tranquilo. Caminhava sozinho, escrevendo poemas imensos à Virgem, nas praias, para vê-los apagados pelas ondas em seguida. Esse quase santo - beatificado pelo Papa João Paulo II em 22 de junho de 1980 - era José de Anchieta, que deu à vila seu nome, sua história de vida seu amor totalmente retribuído pelos índios.

Depois, quem viu esse mar foram os italianos, imigrantes que chegaram em meados do século XIX e foram direto par o interior da região, para as fazendas de café, onde se tornaram prósperos e foram responsáveis pelo crescimento da produção. Mais tarde, vieram os sírios e libaneses, e o comércio deu um salto, a cidade ficou rica, a sociedade se esmerou em copiar os costumes europeus.

Houve mais um surto de crescimento durante o governo de JK - anos 50 - e no início dos anos 60 a cidade despertou para o turismo, com uma febre de obras viárias e de urbanização, quando era prefeito Moacir Assad, descendente de libaneses.

Atualmente, a cidade vive ainda a expectativa de grande crescimento econômico com a implantação de um pólo siderúrgico na região. Entre os investimentos já anunciados para a cidade: uma siderúrgica chinesa; um braço da ferrovia litorânea, que vai ligar Vitória a Cachoeiro de Itapemirim; um novo terminal marítimo; expansão da Samarco Mineração; Usina de Tratamento de Gás e construção de novas usinas da Vale do Rio Doce.

A maior receita do município vem das empresas situadas na região. A Samarco Mineração é responsável pelo maior repasse, sendo 30 milhões de reais por ano de forma direta provenientes de ICMS – Imposto sobre circulação de Mercadorias e Serviços, e outros 18 milhões de forma indireta através de empresas por ela terceirizadas, recursos provenientes do ISSQN – Imposto sobre Serviço de Qualquer Natureza.

Além desses ciclos de crescimento, o agroturismo se fortalece a cada dia. Nas comunidades do interior surgem pousadas e restaurantes de comidas típicas da região. As praias da cidade são cada vez mais freqüentadas. Recentemente a praia dos Castelhanos, uma das mais freqüentadas por turistas e moradores, foi certificada para concorrer ao sele Bandeira Azul de excelência em qualidade.

Uma parte da economia de Anchieta está baseada na agricultura familiar. Entre as principais culturas destacam-se a banana, a mandioca, o milho, o arroz, o café e o feijão. A banana aparece juntamente com o café, nas regiões montanhosas do município e nas encostas dos planaltos. O feijão o arroz e o milho são cultivados nas áreas de baixada, sendo o arroz do tipo irrigado.

A pecuária também é forte no município sendo que 68% da produção são de leite e 32% de corte. O segundo maior rebanho do município é o suíno seguido por outros menores como o eqüinos, caprinos, ovinos. A pesca também ajuda a movimentar a economia da cidade.

 

Fonte: Revista Século e Site da PMA, 2007



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