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Correios, índios e negros na segunda metade do século XVIII

Igreja do Rosário - Vitória, 1830 - Foto: Victor Frond

Passo a passo, aumentavam os recursos locais e, com eles, vinham os benefícios da civilização.

A primeiro de janeiro de 1779, inaugurou-se o serviço de correios entre Campos e Vitória.(50)

Os índios é que, de quando em vez, faziam incursões pelos povoados, demonstrando – com sua presença – quão precária era a segurança que a terra oferecia, não obstante mais de dois séculos de colonização. Naquele mesmo ano de 1779, atacaram o distrito de Santa Maria, no rio do mesmo nome, causando enormes prejuízos em vidas e benfeitorias. Possivelmente, tais assaltos eram represálias às atitudes criminosas dos próprios civilizados, sempre atentos e dispostos a caírem sobre os silvícolas, na ânsia de escravizá-los.

De passagem, seja dito que a população negra da capitania, na segunda metade do século XVIII, devia ser bem numerosa, pois, em 1765, existia, em Vitória, irmandade dos pretos e se levantava – por iniciativa deles – a capela de N. S. do Rosário.(51)

 

NOTAS

(50) - “O correio fora criado no ano anterior [1778]”, informa LAMEGO (Efemérides, I, 9).

– Em 1816, o príncipe Maximiliano recebeu cartas da Europa, trazidas a Vitória pelo correio do Rio de Janeiro. O serviço era feito por terra e não ia além da vila da Vitória (MAXIMILIANO, Viagem, 140).

(51) - DAEMON, Prov. ES, 170.

 

Fonte: História do Estado do Espírito Santo, 3ª edição, Vitória (APEES) - Arquivo Público do Estado do Espírito Santo – Secretaria de Cultura, 2008
Autor: José Teixeira de Oliveira
Compilação: Walter Aguiar Filho, junho/2018

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