Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

Festejos de Vila Velha - Por Edward Alcântara

Clementino Barcellos, jovem - Mestre Clê, como ficou conhecido, foi grande incentivador da Lapinha, introduzida em Vila Velha pelo Desembargador Antônio Ferreira Coelho de origem pernambucana

Vila Velha já viveu tempo marcante com as tradicionais festas que ficaram incorporadas ao seu folclore, como foram as festas de Reis e do mastro de São Benedito em Maxambomba. Não sei se ainda haverá tempo para revivê-las muito embora, haja no IBES um movimento sobre o assunto patrocinado pelo professor Carlos Jose Fernandes.

Lembro da “Lapinha” de origem pernambucana, aqui introduzida nos fins do século XIX pelo Desembargador Antonio Ferreira Coelho, grande incentivador dos festejos canela verde de então.

As encenações maravilhosas (para a época) eram levadas no palco do Hotel João Nava, parte térrea, antiga sede do Clube Fenianos (atualmente bar), localizado na Prainha.

Para falar sobre as festas da Lapinha, citaremos um trecho das Memórias do grande e saudoso amigo, “JOSE BÚZIO S. FILHO”.

Ao aproximar-se o Natal, o velho Clê (Clementino Barcelos) já se movimentava arregimentando moças e rapazes, meninos e meninas, para personificarem os principais vultos que viveram o Natal de Jesus, com alguns encaixes de personagens simbólicas.

Eram: Pastoras, Libertina, Cigana e até Satã. Com a aproximação da data da encenação, já os ânimos se exaltavam, inclusive dentro das próprias famílias, que se dividiam entre torcedores do cordão azul e encarnado. A maior rivalidade verifica-se na família Barcelos, destacando-se a atuação da matriarca Mariquinha Duarte, irmã do saudoso Clê, que sempre se posicionou em cordão diferente do organizador. Era tão acentuada a rivalidade, que famílias ficavam sem se relacionar durante algum tempo.

No teatro era uma balburdia tão grande, cada qual querendo gritar mais alto o nome do cordão de sua preferência, impedindo que os espectadores observassem e ouvissem o desempenho dos pequenos atores e atrizes.

 

Texto de: Edward A. D’Alcantara, 2001 - fundador e membro efetivo da Casa da Memória de Vila Velha, ES
Compilação: Walter de Aguiar Filho, julho/2012 



GALERIA:

📷
📷


Folclore e Lendas Capixabas

A Capela de N. S. de Belém – Por Adelpho Monjardim

A Capela de N. S. de Belém – Por Adelpho Monjardim

No acanhado espaço entre as arruinadas paredes o piso era uma sucessão de crateras. Transitar por ali era uma aventura

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Espírito Santo – Folclore e Artesanato

O folclorista Hermógenes Lima Fonseca acentua que o Estado possui folclore de origem afro, bíblica e européia

Ver Artigo
As minas do Castelo- Por Adelpho Monjardim

Atribui-se aos jesuítas, ainda no Século XVII, o desbravamento do território do Município de Castelo

Ver Artigo
Anchieta e seus milagres – Por Adelpho Monjardim

Muitos os milagres realizados por Anchieta; assim como os sucedidos com ele, reveladores do seu estado de Graças

Ver Artigo
A Lenda dos Tesouros dos Jesuítas – Por Serafim Derenzi

Criou-se a lenda de que os Jesuítas, avisados por correio secreto, da expulsão e confisco, enterraram tesouros fabulosos em suas propriedades

Ver Artigo
Crendices, Orações e Benzimentos

As orações, rezas, benzimentos, e responsos eram muito usados pelos nossos antepassados. E nesse gênero também, o nosso folclore é rico

Ver Artigo