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Os Açorianos fundam Viana

Capa do CD Açorianidade Capixaba, 2012, SECULT

Trinta casais de açorianos chegaram ao Espírito Santo no governo de Alberto Rubim. Iniciava-se a imigração européia para o Estado. Eram novos braços para ajudar nos trabalhos da lavoura.

Esses imigrantes foram instalados a cerca de dezoito quilômetros de Vitória, e a nova povoação deu origem ao município de Viana.

Logo os colonos deram início à construção de uma igreja. Em 24 de junho de 1816 foi celebrada a primeira missa, que contou com a presença do próprio governador Alberto Rubim.

Em 22 de março de 1817 a igreja foi inaugurada com grande festa e foram batizados muitos índios que haviam sido catequizados pelo comandante militar da Colônia, alferes Antônio Leite Barbosa.

O território em que os açorianos passaram a viver estava situado no município de Vitória e compreendia uma parte já povoada, onde existiam muitas fazendas: Jucu, Belém, Araçatiba, Calabouço, Tanque e Borba.

Visitaram a região, logo no início da colonização, os naturalistas estrangeiros Maximiliano de Wied e, mais tarde, Saint Hilaire. Ambos escreveram sobre os aspectos pitorescos da região.

Outro visitante ilustre foi o Imperador D. Pedro II, que esteve por todo um dia em Viana, das 7h30 às 15h30. Esse fato aconteceu em 31 de janeiro de 1860. O imperador almoçou na casa de D. Luiza Amélia da Conceição, açoriana. Após o lauto almoço, servido em louça da índia e pratarias, o imperador ofereceu ao vigário, Padre João Pinto Pestana, a quantia de 800$000 (oitocentos mil réis), dos quais 300$000 para as obras da matriz e 500$000 para os pobres da freguesia.

Depois da instalação dos açorianos, em 1813, o problema da colonização com elementos estrangeiros sofreu um longo hiato. É verdade que ex-mercenários, desligados do Exército Nacional, aqui estiveram, mas raras vezes.

 

Fonte: Jornal A Gazeta, A Saga do Espírito Santo – Das Caravelas ao século XXI – 23/09/1999
Pesquisa e texto: Neida Lúcia Moraes
Edição e revisão: José Irmo Goring
Projeto Gráfico: Edson Maltez Heringer
Diagramação: Sebastião Vargas
Supervisão de arte: Ivan Alves
Ilustrações: Genildo Ronchi
Digitação: Joana D’Arc Cruz    
Compilação: Walter de Aguiar Filho, junho/2016

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Há palavras ou expressões que surgem por força de alguma coisa externa à língua, em determinado momento da História: um fato, um costume, um uso, um modismo (hábito que logo passa), novidades da evolução. É o caso do substantivo “conto-do-vigário”.

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