Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando desde 2000 a Cultura e História Capixaba

Procissão de São Pedro

Em suas origens, a procissão de São Pedro, na Praia do Suá, saía do altar armado em frente à Colônia dos pescadores

Em suas origens, a procissão de São Pedro, na Praia do Suá, saía do altar armado em frente à Colônia dos pescadores. Mais tarde, passou a sair da igreja de São Pedro pela rua Neves Armond e ia em frente até a Colônia dos pescadores, na rua Almirante Tamandaré, onde ocorria uma salva de foguetes. Depois passava pela rua Ferreira Coelho e retornava ao ponto de partida. Alguns anos este trajeto foi aumentado, passando a procissão pela avenida Leitão da Silva e indo até a avenida Cesar Hilal como para delimitar os limites do bairro, numa romaria de fé.

Para a procissão marítima ("quando os barcos foram motorizados é que eles fizeram a procissão marítima" - demarca no tempo o informante Eugênio Rodrigues), armava-se um andor numa baleeira que era seguida por uns trinta barcos que iam da Praia do Suá até Vila Velha, em frente ao Convento de Nossa Senhora da Penha, onde se estendia a rede de São Pedro e os anzóis eram benzidos. A procissão saía das areias da antiga praia do Suá, hoje totalmente aterrada.

Mais tarde, depois do aterro feito no local, a procissão passou a a sair do terminal dos pescadores (no estaleiro do Sr. Varela).

A partir daí, a barca-mãe, seguida de numerosos outros barcos, entrava no canal da baía de Vitória, dirigindo-se até a Ilha do Príncipe, atingindo as Cinco Pontes, donde voltavam, mantendo-se a tradição dos benzimentos dos anzóis em frente ao Convento da Penha. Durante o percurso havia cânticos, em sua maioria religiosos, mas também batucadas. Adotou-se o hábito de premiar as embarcações mais enfeitadas.

Marília de Almeida Neves, viúva de Guilherme Santos Neves, e filha do engenheiro Ceciliano Albel de Almeida, primeiro prefeito de Vitória, recorda-se que, na década de 20, ia assistir à procissão marítima de São Pedro com seu pai. "Ele trabalhava na Estação São Carlos, em Argolas. Nós pegávamos a barca Vi-Minas (da Vitória a Minas), no cais Schimidt (hoje avenida Florentino Avidos), é íamos ao encontro da procissão. Havia muitos barcos enfeitados, como o da firma Antenor Guimarães, e muito foguetório".

Por questão de segurança, a Capitania dos Portos proibiu a procissão marítima por volta de 1985. Seu restabelecimento, graças ao apoio da Prefeitura Municipal de Vitória, deu-se em 1993, com grande regozijo para a comunidade do bairro da Praia do Suá.

 

Fonte: Festa de São Pedro na Praia do Suá 
Autores: Luiz Guilherme Santos Neves/ Renato Pacheco/ Léa Brígida R. de A. Rosa
Compilação: Walter de Aguiar Filho, fevereiro/2012 

 

 

LINKS RELACIONADOS:

>> Praia do Suá



GALERIA:

📷
📷


História do ES

Surgem as Minas Gerais - Por Mário Freire

Surgem as Minas Gerais - Por Mário Freire

A quem descobrisse ouro ou prata, além do foro de fidalgo assegurara a propriedade das minas, com a obrigação apenas de pagar o quinto devido à Fazenda

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

A história dos cinemas no ES

A história do cinema no Espírito Santo tem aspectos interessantíssimos a serem investigados adequadamente que demonstram como, desde os primórdios do último século XX, a sociedade urbana capixaba incorporou a ida ao cinema à vida cotidiana

Ver Artigo
Fundadores de Cachoeiro de Itapemirim - João Eurípedes Franklin Leal

Grande é a discussão em torno do povoamento e fundação da atual cidade de Cachoeiro de Itapemirim

Ver Artigo
Carta a um amigo

Aristeu Borges de Aguiar comenta rapidamente a situação em Portugal, e, como que vaticinando, diz “o Mundo anda meio atrapalhado, parecendo que caminha para grandes transformações". 

Ver Artigo
Com a República, pontes, estradas, indústria e comércio

No Espírito Santo, como nas demais províncias do Império, o movimento republicano foi pequeno. Em 23 de maio de 1887, foi fundado o primeiro clube republicano do Espírito Santo

Ver Artigo
Viagens à Capitania do ES - Por Bruno César Nascimento

Expedições às terras capixabas feitas pelo príncipe Maximiliano de Wied-Neuwied, em “Viagem ao Brasil” (1820), e pelo botânico e naturalista Auguste de Saint-Hilaire, em viagem por aqui em 1818

Ver Artigo