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Anchieta no Convento da Penha (1594)

Portal velho do Convento da Penha e Monumento de Frei Pedro Palácios, ano 1974

Um registro precioso da passagem do “Apóstolo do Brasil” no Convento da Penha foi feito por Simão de Vasconcelos, em sua grande obra de meados do século XVII.

O jesuíta Simão que esteve à frente de quase todos os cargos da Companhia de Jesus no Brasil, inclusive o de Provincial, nasceu em Portugal em 1597 e veio a falecer no Rio de Janeiro no dia 29 de setembro de 1671.

Foi ele o autor de um grande livro – “A vida do venerável Padre José de Anchieta”, editado em Lisboa – oficinas de João da Costa, no seguinte ao da sua morte, isto é, em 1672.

O livro foi dedicado a Francisco Gil de Araújo, capitão donatário da Capitania do Espírito Santo, entre 1674 e 1687, na colônia portuguesa do Brasil.

Em 1674, Gil Araujo, adquiriu a Capitania do Espírito Santo a Antônio Luís Gonçalves da Câmara Coutinho, herdeiro de Vasco Fernandes Coutinho, pelo valor de 40 mil cruzados.

Sua administração foi marcada por um grande impulso que foi dado à capitania, aí tendo permanecido de 1678 a 1682. Durante a sua administração concluiu-se a construção do Forte de Nossa Senhora do Carmo, reedificou-se o Forte de São João e edificou-se o Forte de São Francisco Xavier de Piratininga (localizado na área do Exército em Vila Velha) na vila do Espírito Santo, para proteger a entrada da baía de Vitória.

Em 1687, com o falecimento de Francisco Gil Araújo, Manuel Garcia Pimentel, seu filho, sucedeu-o na donataria após confirmação da herança por carta datada de dezembro de 1687. Este, no entanto, nunca chegou a visitar as terras capixabas.

O Jesuíta Simão Vasconcelos revela-nos em seu livro que Anchieta esteve no Convento da Penha e alí realizou o ofício sagrado da missa no ano de 1594 e que já naquela época, era contínua a romaria de devotos que ocorria à famosa ermida.

Transcrevendo as suas próprias palavras, respeitando o arrevesado das frases:

“Há uma ermida formosa, sustentada no cume de um calvo penedo, que quase compete com as nuvens, na mesma Capitania, com meia légua da Vila. É romaria contínua de devotos, que vão alí ter suas novenas à Virgem S. Nossa, cuja invocação tem. Aqui com espanto grande foi visto José, em presença de muitos, ali se achavam e foram testemunhas do caso, enlevado com êxtase admirável e fora de sentidos, no meio da missa, depois de alevantar a hóstia e cálice”.

Fontes:

1) Nobertino Bahiense (1951) – O Convento da Penha – Um templo histórico, tradicional e famoso 1534 a 1951. 1º Lugar no “PRÊMIO CIDADE DE VITÓRIA – 1951”.
2) Wikipédia, a enciclopédia livre – Francisco Gil de Araújo

Material pesquisado e adaptado por Walter de Aguiar Filho (2010).

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